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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ataque à Siria pode ser evitado se país entregar armas químicas

O presidente americano Barack Obama admitiu que um acordo diplomático proposto pela Rússia poderia evitar uma intervenção militar na Síria se ele realmente for cumprido. Pela proposta russa, o regime sírio teria que colocar todo o arsenal de armas químicas do país sob controle internacional e depois destruí-lo.

O caminho diplomático sugerido por Moscou agradou ao governo americano já que assim os Estados Unidos evitariam entrar em um conflito que mais da metade dos americanos não quer nem saber. Nesta segunda-feira (9), o presidente Barack Obama, em entrevistas às redes de TV americanas, disse que está levando a sério a proposta da Rússia. Por causa dessa proposta, o senado americano anunciou que vai adira a votação sobre um ataque à Síria. A votação aconteceria na quarta-feira (11).

Em uma das entrevistas, Obama disse que não tinha certeza se conseguiria apoio do Congresso para uma ação na Síria, apesar de acreditar que ela seria o melhor para os interesses americanos.

O secretário de Estado John Kerry disse nesta segunda-feira (9) em Londres, na Inglaterra, que há provas de que o ataque com armas químicas partiu do governo sírio. Ele também falou que a única coisa que poderia adiar uma ação americana seria a Síria entregar as armas químicas para o controle internacional. "Mas isso, obviamente, não vai acontecer" – diz Kerry.

A Rússia gostou da ideia e lançou a proposta para que Bashar al-Assad colocasse o arsenal que tem de armas químicas sob a supervisão internacional. Durante uma visita à Rússia, o ministro das Relações Exteriores da Síria recebeu bem a iniciativa de Moscou e disse que o país está disposto a estudar o assunto pelo bem da população.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o ministro das Relações Exteriores da França apoiaram a ideia. O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, também viu com bons olhos a proposta russa e acredita que ela poderia ser a base para uma resolução do Conselho de Segurança.

Em uma das entrevistas, o presidente Barack Obama disse que a proposta da Rússia só aconteceu porque houve pressão americana para uma intervenção militar no país. Ele acredita que seja necessário manter essa pressão para que, caso haja algum acordo, ele seja cumprido pelo presidente sírio. Segundo Obama, é uma solução que não acabará com o conflito no país, mas evitará novos ataques com armas químicas.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, falou à rede de TV CBS que não há provas de que ele tenha ordenado o ataque que matou 1,4 mil pessoas. Ele disse que uma intervenção dos Estados Unidos na Síria poderia causar graves consequências para o Oriente Médio e transformar a Síria no centro do terrorismo global. Ele falou ainda que a Síria está preparada para tudo e ameaçou: os aliados de Damasco vão retaliar o Ocidente caso haja um ataque.

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